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Aspectos econômicos: Mercantilismo à 3º Revolução industrial

O mercantilismo envolve um conjunto de práticas e teorias econômicas desenvolvidas ao longo da Idade Moderna. Nesse contexto histórico, observamos a relevante associação entre os Estados nacionais, que buscavam meios de fortalecer seu poder político, e a classe burguesa responsável pelo empreendimento das atividades comerciais. Podemos citar como principais características do sistema econômico mercantilista: Metalismo, Industrialização, Protecionismo Alfandegário, Pacto Colonial e Balança Comercial Favorável.

Consequência da ampliação de horizontes econômicos propiciada pelos descobrimentos marítimos do século XVI, o mercantilismo, apesar de apresentar variantes de país para país, esteve sempre associado ao projeto de um estado monárquico poderoso, capaz de se impor entre as nações europeias. Para a consecução dos objetivos mercantilistas, todos os outros interesses deviam ser relegados a segundo plano: a economia local tinha que se transformar em nacional e o lucro individual desaparecer quando assim conviesse ao fortalecimento do poder nacional. A teoria foi exposta de maneira dispersa em numerosos folhetos, meio de comunicação então preferido pelos preconizadores de uma doutrina.

O sistema capitalista, enquanto forma específica de se ordenar as relações no campo socioeconômico, ganhou suas feições mais claras quando – durante o século XVI – as práticas mercantis se fixaram no mundo europeu. Dotadas de colônias espalhadas pelo mundo, principalmente em solo americano, essas nações acumulavam riquezas com a prática do comércio.

Na especificidade de seu contexto, observaremos que a história britânica contou com uma série de experiências que fez dela o primeiro dos países a transformar as feições do capitalismo mercantilista. Entre tais transformações históricas podemos destacar o vanguardismo de suas políticas liberais, o incentivo ao desenvolvimento da economia burguesa e um conjunto de inovações tecnológicas que colocaram a Inglaterra à frente do processo hoje conhecido como Revolução Industrial.


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Crise econômica e eventos da atualidade

Quando a maioria dos analistas e comentaristas do mundo ocidental se empenham em afirmar que a recuperação avança, a Europa parece viver uma recaída na crise econômica global. Não são poucas as notícias que dão conta da aplicação de planos de austeridade para reduzir déficits fiscais e dívidas públicas na Grécia, Espanha, Itália, Portugal e até Reino Unido.

Coliseu - Roma - Itália

Comentaristas econômicos famosos começam a fazer eco aos alertas sobre um sério risco da dívida, que poderá provocar outra grande depressão com efeitos danosos também nos EUA.

Se os planos de resgate, orçados em 750 bilhões de euros e aprovados pela União Europeia e Fundo Monetário Internacional não lograrem acalmar os mercados bolsistas, a economia europeia desabará novamente, segundo muitos analistas. A queda das bolsas nas últimas semanas e a forte depreciação do euro em relação ao dólar são sinais de que essas previsões não estão longe da realidade. As preocupações se transformam em pânico com relativa facilidade.

A verdade é que a Europa, um dos pilares da economia mundial, depois dos EUA, cambaleia. Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda, em função dos avultados déficits, foram identificados como epicentro de um cataclisma que, caso ecloda, poderá arrastar ao abismo todo o continente europeu e, num efeito dominó, a economia mundial.

Os dias passam e o bilionário pacote montado para salvar a Europa, em particular a zona do euro, não conseguiu dissipar as incertezas. Ao contrário, elas se multiplicam. Porém, mais que as frias estatísticas e as linhas vermelhas dos gráficos que ilustram a queda das principais bolsas do mundo, o que mais alarma são as consequências sociais e políticas da crise econômica global, em que a Europa parece ter recaído.

Durante os últimos meses quase 10 milhões de pessoas foram incorporadas ao exército de desempregados, que já soma 23 milhões e segue crescendo como a mais visível cara da crise.

Apesar disto, as medidas de autoridade afetam os setores mais vulneráveis da população europeia. Estima-se que os que já estão excluídos, mais de 80 milhões, terão ainda mais dificuldades para acessar serviços básicos e satisfazer necessidades elementares.

Tanto na Grécia quanto na Espanha, Portugal e Itália os ajustes fiscais aplicados provocaram a redução da renda de grande parte da população, o prolongamento da vida laboral, antes da aposentadoria e o corte dos gastos e investimentos nos serviços públicos.

Daí que a própria União Europeia confessou seus temores de que a crise econômica passe a ser social e, depois, política, o que poderá produzir cenários que até a pouco pareciam imprevisíveis na região.


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